sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Deputado protesta contra a forma como Serra trata os professores

O deputado estadual Carlinhos (PT) protestou da tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo contra a forma autoritária como o governo do Estado, sob o comando de José Serra (PSDB), elaborou o Projeto de Lei Complementar nº 29/09, que trata da promoção para os integrantes do magistério estadual.


O projeto foi aprovado nesta semana, da maneira como foi enviado pelo Executivo, e prevê a promoção apenas para os professores titulares. Ficam de fora, por exemplo, os 100 mil temporários e os contratados pela Lei 500.

“O Projeto chegou com um pecado original: foi construído de cima para baixo, sem dialogar com os professores, sem compartilhar com eles uma decisão que vai mexer com suas vidas e com a vida da educação no Estado”, destacou. “Esse erro, infelizmente, tem sido repetido ao longo desses anos todos nos governos tucanos. Foi assim, por exemplo, que a ex-secretária Rose Neubauer empurrou a progressão continuada, uma mera aprovação automática de alunos que veio a deteriorar ainda mais a Educação no Estado e a dificultar a vida dos educadores”, continuou.

Carlinhos lembrou de um projeto de lei de sua autoria que “suspendia a vigência dessa malfadada progressão continuada”. Disse que inclusive alunos falecidos no primeiro semestre foram aprovados no final do ano letivo. “Isso mostra como era violenta a pressão para que os professores, simplesmente, fizessem a aprovação automática”, observou.

“Foi também de cima para baixo que o governo do Estado implantou outros projetos, como a escola de tempo integral. Todos nós defendemos a escola em tempo integral, desde que implantada com responsabilidade, com uma equipe maior de profissionais, prédios adaptados e equipamentos adequados, inclusive pedagógicos. Isso não foi feito”, protestou.

Para Carlinhos, “passa ano, entra ano, passa secretário, entra secretário a tônica dos governos do PSDB na educação é uma só: eles decidem, colocam o pacotão de cima para baixo e os professores que se adaptem e aceitem de boca calada”. Concluiu afirmando que “educação é uma atividade baseada na relação entre seres humanos que envolve professores, alunos e seus pais, diretor, orientador e funcionário e que assim tem que ser tratada”.

Fonte: Informativo do deputado Carlinhos

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Eles se merecem



Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Arquirrival de Chávez se reúne com Serra e FHC em São Paulo

O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, um dos principais adversários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, reuniu-se nesta terça-feira (6) na capital paulista com o governador José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ao UOL Notícias, ele afirmou que os brasileiros concordaram com suas críticas sobre "os problemas políticos" no país vizinho que busca ingressar no bloco comercial Mercosul e cujo regime é criticado por membros do PSDB e de outras siglas de oposição.

Em julho, Ledezma fez greve de fome por cinco dias na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Caracas para protestar contra o que chamou de "tentativa do presidente Chávez de limitar as atribuições do prefeito" em uma "operação de desmantelamento das áreas governadas pela oposição". Ele chegou ao país na segunda-feira para um encontro com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Depois da conversa com Serra, ele seguiu para o aeroporto para retornar a seu país.

"Trocamos ideias sobre os problemas urbanos que afetam nossas metrópoles e também sobre a situação de crise política que estamos vivendo em Caracas. Eles concordaram com as críticas de que estamos vivendo lá em um regime no qual a democracia está ameaçada", afirmou o prefeito de Caracas, membro do partido direitista Aliança Bravo Povo (ABP), em entrevista por telefone.

Serra lidera as pesquisas de intenção de voto para a disputa da Presidência da República em 2010. Uma de suas mais prováveis adversárias, a petista Dilma Rousseff, atual ministra-chefe da Casa Civil, já foi chamada por Chávez de "minha candidata no Brasil".

Adesão ao Mercosul

Críticos do governo Chávez afirmam que o país não cumpre cláusulas democráticas necessárias para aderir ao Mercosul. Um dos seus principais críticos no Congresso do Brasil é o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, o tucano Eduardo Azeredo (MG). Para entrar no bloco comercial, a Venezuela precisa do apoio do Senado brasileiro - algo que Ledezma diz defender.

"Os equívocos do presidente Chávez não devem impedir a Venezuela de entrar no Mercosul. Será bom, inclusive, para que os vizinhos o fiscalizem e estejam atentos ao que ele faz", afirmou. "Desde minha greve de fome nada mudou, são os mesmos problemas de limitação do uso dos recursos pela prefeitura de Caracas."

Mais cedo, Serra confirmou que teria um encontro com Ledezma, mas representantes do governador não foram encontrados para comentar sobre o conteúdo da conversa posteriormente. Representantes do ex-presidente Fernando Henrique também não estavam imediatamente disponíveis para fazer comentários.

Esta é a segunda vez que Ledezma ocupa a prefeitura de Caracas. No início da década de 1990 ele ocupou o cargo depois de ser nomeado pelo então presidente Carlos Andrés Pérez - mesmo que Chávez tentou derrubar em um golpe militar que deu errado. Uol.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Justiça cega e efeito Serra



18/08/2009 16:25:21

Wálter Fanganiello Maierovitch



Recebi um telefonema do jornalista Paulo Henrique Amorim, cujo site, Conversa Afiada, está na relação dos meus favoritos. Diante dos escândalos no Senado e com os temas da ética e transparência em destaque na mídia, Paulo Henrique queria saber sobre uma decisão minha do início dos anos 90, quando juiz titular da segunda zona eleitoral de São Paulo. Para tanto, ingressei em um túnel do tempo com algumas cinzas decorrentes do efeito estufa, as quais os italianos chamam de indesejável efeito serra, ou effetto serra.

Com efeito, no ano de 1988, quando João Leiva, Paulo Maluf e José Serra disputavam a prefeitura de São Paulo, o procurador Flavio Flores da Cunha Bierrenbach resolveu dar um alerta aos eleitores paulistanos, no horário reservado aos partidos políticos. Bierrenbach é hoje ministro do Superior Tribunal Militar.

Na tevê, Bierrenbach disse o seguinte: “No dia 15 de novembro, João Leiva vai derrotar dois Malufes. Um não engana mais ninguém, todo mundo conhece e é assumido. É a síntese do regime de exceção. Alguém já disse que Paulo Maluf foi uma flor que nasceu no lodo da ditadura. O outro, entretanto, poucos conhecem. Engana muita gente. Chama-se José Serra. Entrou pobre na Secretaria do Planejamento do governo Montoro, saiu rico. Fez uma campanha para deputado federal miliardária. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Esses homens têm algo em comum. Uma ambição sem limites. Uma sede de poder sem nenhum freio. E pelo poder eles são capazes de tudo. Usam o poder de forma cruel, corrupta e prepotente”.

Ao então candidato Serra concedeu-se o direito de resposta. Ainda inconformado e amargando o resultado eleitoral desfavorável, o referido Serra, então deputado federal, insistiu, junto ao juízo da segunda zona eleitoral, em enviar peças para o representante do Ministério Público eleitoral (MP). Serra afirmava ter sido ofendido em sua honra por Bierrenbach, ou seja, definindo-se expressamente como caluniado, difamado e injuriado. O MP, com base no Código Eleitoral e tendo em vista que os delitos contra a honra no âmbito eleitoral são de ação pública, denunciou Bierrenbach por crimes de calúnia, injúria e difamação, duas- vezes cada um deles. Depois da ação penal instaurada, o deputado Serra requereu, por meio do advogado Mário Covas Neto, a sua habilitação como assistente de acusação, frisando sua condição de vítima de calúnias, difamações e injúrias.

Bierrenbach, na sua defesa, apresentou uma exceção da verdade. Ou seja, queria provar que havia dito a pura verdade sobre Serra. A exceção foi recebida judicialmente e as provas, deferidas. Como o processo penal é orientado pela busca da verdade real, e deveria, depois de instruído, ser remetido ao Supremo Tribunal Federal para julgamento por força do foro privilegiado do então deputado Serra, várias diligências foram determinadas judicialmente: ofício a bancos para futuro cotejo sobre evolução patrimonial, etc.

O deputado federal Serra, imediatamente depois da exceção da verdade apresentada por Bierrenbach, pretendeu modificar as acusações, feitas por ele e endossadas pelo Ministério Público. Passou, então, a entender que havia sido apenas injuriado. Jamais, caluniado ou difamado. E, frisou, uma vez afastadas judicialmente as imputações sobre os crimes de calúnia e difamação, que a exceção da verdade deveria ser rejeitada liminarmente. Qual a razão? É que a lei eleitoral só admitia exceção da verdade em casos de calúnia e difamação. Nunca na hipótese de crimes de injúrias, menos grave por ser genérica.

Com a decisão anterior sobre calúnias e injúrias mantida (as difamações foram afastadas), Serra postulou, então, a remessa dos autos ao STF, sem sucesso, pois a jurisprudência não o favorecia.

Na sequência, impetrou um mandado de segurança para se ver livre de decisões judiciais consideradas abusivas e ilegais. O mandado de segurança foi elaborado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, em substituição a Mário Covas Neto. Uma liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) paralisou o processo e determinou, a pedido do deputado Serra, os recolhimentos dos ofícios judiciais, para não haver quebra do segredo bancário e fiscal do deputado Serra.

Depois de muitos anos na posse dos autos do mandado de segurança, o relator Francisco Prado, guindado ao TRE pela classe dos juristas-advogados e mercê de sua larga experiência de vida como ex-prefeito e prefeito de Santos (quando deixou o TRE foi secretário de Covas e Alckmin), lançou decisão, no ano de 1997. O TRE entendeu que o exame do mandado de segurança estava prejudicado, pois os crimes estavam todos prescritos. Arquivou-se o processo iniciado em 1990, por não ter sido julgado no tempo devido.

Pano rápido. Como dizia Mario Quintana, “a Justiça é cega. Isso explica muita coisa”.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O ministro da dengue virou governador da gripe do porquinho





27/07/2009

Aposentado de 58 anos é a 17ª vítima da gripe suína em São Paulo

Um aposentado de 58 anos morreu neste domingo (26) em Mogi Guaçu (SP) vítima de gripe suína (influenza A - H1N1), segundo a secretaria de comunicação da prefeitura. O homem estava hospitalizado desde o dia 16 na Santa Casa do município, hospital referência para o tratamento da gripe suína.

De acordo com a secretaria, ele deu entrada no hospital com quadro de pneumonia, que evoluiu para insuficiência respiratória aguda grave. No dia 18 o paciente foi encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e a partir do dia 20 foi tratado de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde para os casos de gripe suína. Somente no dia 23 a doença foi diagnosticada.

Segundo a secretaria de comunicação, não há informações suficientes para determinar se ele estava no grupo de risco para os infectados pela gripe suína. A vigilância epidemiológica informou que recentemente ele recebeu pessoas do Chile em sua casa, mas não sabe se o vírus foi transmitido por alguma dessas pessoas.

Ainda em Mogi Guaçu, um motorista de 54 anos está internado na UTI da Santa Casa em estado grave, com suspeita de gripe suína. Ele foi internado na quinta-feira (23) e o resultado do exame para confirmar ou descartar a doença ficará pronto amanhã (28), de acordo com a secretaria.